neosaldina com coca cola
não seria a vida uma eterna ressaca?


Importação de mensagens

Parece que funcionou!

 Escrito por guto às 10h38
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Tudo que é sólido desmancha no ar

A burguesia não pode existir sem revolucionar permanentemente os instrumentos de produção - por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais. (...) A contínua subversão da produção, o initerrupto abalo de todas as condições sociais, a permanente incerteza e a constante agitação distinguem a época da burguesia de todas as épocas precedentes. (...) Tudo o que era sólido e estável se dissolve no ar, tudo o que era sagrado é profanado e os homens são enfim obrigados a encarar, sem ilusões, a sua posição social e as suas relações recíprocas. (Karl Marx)

Já mostrei uma caixa de Zoloft em um post anterior. É o "meu" antidepressivo. Tenho conhecido um tanto de gente que toma essas coisas nos dias de hoje. Cada vez mais. Como sou um "usuário", tenho interesse em antidepressivos. Hoje acordei com vontade de ler jornais. Quase não tenho lido, mas já li muito. E aprendi muita coisa em outros tempos, quando os jornais tinham algum conteúdo. Depois de passar pela Folha e pelo Globo - e de ter reconfirmado sua indigência (finaceira-editorial ou editorial-financeira, o que dá na mesma bosta) - fui ao New York Times. Sem querer dar uma de que "o lá de fora é melhor", o fato é que o nível é muito mais alto do que o dos nossos diários tupiniquins. Li algumas coisas interessantes. Por exemplo: Criaram um peixe geneticamente modificado (enfiaram um gene de coral no coitado) que é vermelho à luz natural e brilha quando iluminado por luz ultravioleta. Discutem agora porque o peixe não vende como era esperado. Uns acham que é porque os "aquaristas" radicais não aceitam modificações genéticas. Outros acham que é porque as petshops estão cobrando mais do que os 5 dólares recomendados. Enfim, há controvérsias.

Vi também que apesar de o Bushinho ter declarado que vai mandar americanos a Marte - a partir de uma estação lunar -, a verdade é que ainda não existe tecnologia para construir uma base permanente na Lua. As dificuldades não são poucas. As noites lunares duram duas semanas. O que compromete o uso de energia solar. O solo é poeirento e não há atmosfera. Ninguém sabe construir nessas condições. E como não há atmosfera, a base teria que ser subterrânea (ou sublunar), pois, caso contrário, sofreria um bombardeio ininterrupto de meteoros.

Tudo isso é interessante, mas o que mais me chamou a atenção foi uma matéria sobre as estratégias de marketing dos laboratórios farmacêuticos, que enfocava especialmente o caso dos antidepressivos. Idiossincrasias à parte, o que importa é que a indústria farmacêutica americana gasta, por ano, 15,7 BILHÕES de dólares com a promoção de seus produtos. Deste total, 4,8 BILHÕES são destinados às abordagens diretas aos médicos realizadas pelos representantes comerciais dos laboratórios. O que resultaria em um gasto de 6 a 11 mil dólares a cada ano por médico. O problema é que várias pesquisas têm mostrado que os médicos - os psiquiatras em destaque - receitam sob a influência do marketing da indústria farmacêutica.

A maioria dos psiquiatras, principalmente os mais jovens, demonstra preferência pelos antidepressivos de última geração. Os chamados "inibidores da recaptação de serotonina" (o Zoloft, cujo princípio ativo é a sertralina, está entre eles). No entanto, alguns estudos têm demonstrado que essa nova geração de medicamentos não traz nenhuma vantagem clínica em relação à geração anterior (o Prozac/fluoxetina é mais conhecido desse grupo). Com isso, muitos especialistas têm concluído que o fator que define a preferência dos psiquiatras pelos medicamentos mais recentes é o trabalho de propaganda dos laboratórios.

O fato de que os antidepressivos de última geração têm sido empurrados aos psiquiatras e, conseqüentemente aos pacientes, pelo marketing "arrasa-quarteirão" da indústria farmacêutica é confirmado pelas diferenças de preço entre os dois tipos de medicamento. Um "inibidor da recaptação de serotonina" custa, nos Estados Unidos, de 5 a 20 vezes mais do que um tricíclico (o nome dado aos medicamentos da geração anterior).

Essa realidade não é privilégio americano. Todas as pessoas que já foram a um consultório médico particular já devem ter visto os representantes dos laboratórios na sala de espera com as suas grandes malas pretas repletas de drogas preciosas e caras. Pior para nós, pois aqui a regulamentação de qualquer coisa é muito mais difícil. Principalmente das coisas que envolvem grandes quantidades de dinheiro.

Já estamos acostumados com as estratégias de marketing das indústrias. Tão acostumados que nem as percebemos. Quando essas estratégias nos convencem de que precisamos de um DVD, de um novo celular, de um novo computador, de um novo carro o problema não é tão grave assim. Afinal, os idiotas que caem nesses contos do vigário pós-modernos que se fodam. Mas quando essas estratégias se voltam para a área da saúde tudo fica muito mais complicado. A verdade nua e crua é que em nossa sociedade não há ética nenhuma, nenhum valor mais forte. A vida humana não representa nada. A saúde das pessoas é apenas mais uma fonte de lucro.

Tudo isso me lembrou do velho Marx, que em 1848 já sabia que o tal do capitalismo ia dar merda. Os sistemas econômicos anteriores ao capitalismo eram voltados para a subsistência de uma comunidade. A produção tinha como objetivo o atendimento de um conjunto de necessidades estáveis e relativamente imutáveis. Com a chamada "revolução burguesa" tudo mudou. O objetivo não é mais atender a um conjunto de necessidades estáveis dadas. O que se busca é o lucro. Quem quer lucrar não pode se contentar em atender a necessidades estáveis. Para que se obtenha o lucro contínuo e incessante é preciso CRIAR AS NECESSIDADES. Uma vez criadas, é imprescindível convencer as pessoas de que elas realmente precisam daquilo que elas nem sabiam que existia. O marketing é irmão gêmeo do capitalismo. Mas quando o marketing já não se intimida, nem mesmo diante do sofrimento humano, fica difícil de engolir.

 Escrito por guto às 00h19
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Sexo impessoal em locais públicos

"Alguns minutos depois das cinco horas da tarde de um dia de semana, quatro homens entram em um banheiro público, no Parque da Cidade... O que levou esses homens a largar a companhia de tantos outros que a essa hora se dirigem para casa ao longo das estradas? Que interesse comum traz esses homens, com experiências de vida tão diferentes, a essa instalação pública?"

"Eles não vieram pelas razões óbvias, mas sim em busca de sexo imediato. Muitos homens - casados ou solteiros, que se identificam como heterossexuais ou que apresentam uma auto-imagem homossexual - procuram pelo sexo impessoal e sem envolvimento que proporciona excitação sem compromisso. (...) O fenômeno do sexo impessoal permanece como uma forma comum, mas raramente estudada de interação humana".


É claro que um sociólogo maluco não deixaria um assunto como esse de lado. E o maluco se chamava Laud Humphreys (1930 - 1988). Autor de "Tearoom Trade: Impersonal Sex in Public Places", publicado em 1970. De onde saiu o trecho transcrito acima.

Esse estudo, além do interesse natural por um assunto pouco conhecido, guarda um aspecto muito curioso. Como seria possível fazer uma pesquisa cujo campo é constituído por banheiros públicos onde vários homens têm encontros sexuais rápidos e anônimos? Se o pesquisador não pretende fazer parte das interações que se desenrolam nesses ambientes, a resposta é bastante difícil. E era exatamente esta a situação de Humphreys.

Uma das alternativas seria entrar no banheiro como se fosse fazer uso convencional das instalações. O problema, neste caso, é que o tempo de uma mijada seria muito curto para fazer as observações necessárias. Se as mijadas se multiplicassem acabariam provocando suspeitas sobre as intenções do pesquisador, que poderia ser confundido com um policial. Outra alternativa seria simular a espera por alguém que ainda não havia chegado ou pela oportunidade de participar da "ação". Mas à medida que a espera se prolongasse o pesquisador acabaria sendo convidado por alguém a interagir. A observação teria que ser interrompida. Uma terceira opção seria assumir o papel de masturbador, pois entre os freqüentadores havia aqueles que se satisfaziam batendo uma punhetinha enquanto observavam as atividades. Humphreys não se interessou.

Após algumas tentativas o pesquisador encontrou a maneira ideal para passar mais tempo dentro dos banheiros sem ser incomodado. Descobriu que havia um papel social institucionalizado que era desempenhado por aqueles que apenas olhavam. Não chupavam, não eram chupados, não davam, não comiam, não se masturbavam, apenas olhavam. Eram os voyeurs (watchqueen na gíria interna). Os freqüentadores gostavam de sua presença porque eles avisavam quando a polícia estava chegando. Para um sociólogo não podia ser melhor. A pesquisa tornou-se viável.

Humphreys observou e registrou detalhadamente 53 atos sexuais, principalmente chupadas. Nos dias mais movimentados um homem chegava a chupar 3 paus em meia hora. Posteriormente entrevistou 50 freqüentadores em suas próprias casas, ao lado de suas esposas, quando eram casados. Para conseguir estas entrevistas, anotou as placas dos carros estacionados nas proximidades dos banheiros e descobriu o endereço dos proprietários. Para não prejudicar os entrevistados, foi até eles como se estivesse fazendo uma pesquisa sobre as condições sanitárias das moradias. O objetivo destas entrevistas era desenhar um perfil dos freqüentadores quanto à dimensão convencional de suas vidas. Não havia nenhuma pergunta sobre os banheiros.

O interesse propriamente sociológico do estudo reside na tentativa de compreender e descrever um tipo específico de interação social - o sexo impessoal - em uma sociedade onde essa prática é moralmente condenada. Uma trepada é uma ação coletiva que envolve, pelo menos, duas pessoas. A maior parte das pessoas acredita que o sexo deve envolver algum relacionamento pessoal, alguma reciprocidade de sentimentos ou, até mesmo, o amor romântico. Não é à toa que as cantadas mais certeiras são aquelas que emulam algum envolvimento "verdadeiro". Dá pra notar que não é tão fácil conseguir uma trepada ou um boquete completamente anônimos.

Uma das principais regras descobertas por Humphreys nos banheiros públicos era o silêncio. Como se tratava de um comportamento evidentemente "desviante" era preciso marcar a sua diferença em relação ao sexo convencional. Afinal de contas, todos que iam aos banheiros queriam impessoalidade e anonimato. E, como sabemos, quem muito fala pode dar bom-dia a cavalo... As interações sempre aconteciam sem a troca de palavras. Outra regra importante era que somente aqueles que demonstrassem claramente sua intenção de participar deveriam ser abordados. Essas duas regras combinadas levavam os participantes a se entenderem por meio se sinais e gestos.

De um modo geral, os homens interessados em algum tipo de atividade sexual se colocavam a uma distância do mijadouro que deixava o instrumento à mostra (aqueles que querem apenas mijar não ficam exibindo suas qualidades). Os "ativos", quando percebiam a presença de alguém "interessante", manipulavam o pau até que ficasse duro. Os "passivos" interessados se tocavam e olhavam fixamente para o membro rijo do parceiro, encarando algumas vezes seus olhos. Estava estabelecida a comunicação.

A falta de envolvimento, a impessoalidade e o anonimato permitiam que homens com as mais diferentes características - raciais, sociais, educacionais e físicas - se encontrassem naqueles lugares conhecidos pelos freqüentadores como "salas de chá" (tearooms). Nestas circunstâncias, em que o envolvimento não faz parte das regras do jogo, as preferências pessoais são menos importantes.

E, pra terminar, fica a pergunta: no sexo convencional essas "preferências" não seriam usadas, algumas vezes pelo menos, como uma forma de criar as condições moralmente requeridas para um relacionamento apropriado?


 Escrito por guto às 03h02
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Suruba em São Thomé

Sabe aquela sensação de exclusão, de estar por fora de tudo? Pois é, senti isso ao ver que alguém chegou a este blog depois de procurar no Google por "suruba+São Thomé". Será que havia alguma suruba institucionalizada por lá? Como não cheguei a suspeitar disso nos dez dias que passei na cidade? Não que quisesse participar de uma suruba. Não faz parte das minhas fantasias sexuais. Deve ser muito difícil se concentrar naquilo que é preciso fazer e ao mesmo tempo garantir a segurança da porta de trás, se é que me entendem. Mas São Thomé é uma cidade cheia de mistérios. Uma cidade para iniciados. Isso aumenta a sensação de exclusão. Existem por lá comunidades esotéricas, bebedores de daime e talvez até mesmo extraterrestres infiltrados, mas os ignorantes como eu não ficam sabendo de nada.

 Escrito por guto às 16h44
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Viagem ao paraíso (com direito a um paraisinho)
Para Aninha

Entre o final de 2000 e o início de 2001 eu, a Mônica, o Fred, a Ju, o Anderson e a Aninha fizemos uma viagem inesquecível ao paraíso. Saímos de Belo Horizonte e fomos parar em Trindade/Paraty. Em Trindade passamos um reveillon excelente, debaixo de chuva e na companhia de incontáveis malucos muito simpáticos. Um deles, depois da meia-noite, me abraçou e disse: " Cara, cheguei co do estudo reside na tentativa de compreender e descrever um tipo específico de interação social - o sexo impessoal - em uma sociedade onde essa prática é moralmente condenada. Uma trepada é uma ação coletiva que envolve, pelo menos, duas pessoas. A maior parte das pessoas acredita que o sexo deve envolver algum relacionamento pessoal, alguma reciprocidade de sentimentos ou, até mesmo, o amor romântico. Não é à toa que as cantadas mais certeiras são aquelas que emulam algum envolvimento "verdadeiro". Dá pra notar que não é tão fácil conseguir uma trepada ou um boquete completamente anônimos.

Uma das principais regras descobertas por Humphreys nos banheiros públicos era o silêncio. Como se tratava de um comportamento evidentemente "desviante" era preciso marcar a sua diferença em relação ao sexo convencional. Afinal de contas, todos que iam aos banheiros queriam impessoalidade e anonimato. E, como sabemos, quem muito fala pode dar bom-dia a cavalo... As interações sempre aconteciam sem a troca de palavras. Outra regra importante era que somente aqueles que demonstrassem claramente sua intenção de participar deveriam ser abordados. Essas duas regras combinadas levavam os participantes a se entenderem por meio se sinais e gestos.

De um modo geral, os homens interessados em algum tipo de atividade sexual se colocavam a uma distância do mijadouro que deixava o instrumento à mostra (aqueles que querem apenas mijar não ficam exibindo suas qualidades). Os "ativos", quando percebiam a presença de alguém "interessante", manipulavam o pau até que ficasse duro. Os "passivos" interessados se tocavam e olhavam fixamente para o membro rijo do parceiro, encarando algumas vezes seus olhos. Estava estabelecida a comunicação.

A falta de envolvimento, a impessoalidade e o anonimato permitiam que homens com as mais diferentes características - raciais, sociais, educacionais e físicas - se encontrassem naqueles lugares conhecidos pelos freqüentadores como "salas de chá" (tearooms). Nestas circunstânciao ápice da loucura e descobri que no ápice não tem nada!" Infelizmente eu estava um pouco abaixo do ápice, mas mesmo assim foi muito bom. Passado o reveillon, deixamos Trindade e nos dirigimos para Ilha Grande. É esse o endereço do paraíso.

Na primeira foto, ao lado, aparece a Vila do Abraão vista do mar por quem chega à ilha. Pegamos em Angra uma barca, como as que fazem o trajeto Rio-Niterói. A viagem é lenta e, por isso mesmo, maravilhosa. Permite uma observação tranqüila da paisagem e cria um alegre suspense sobre a chegada. Chegando à ilha, saímos para procurar um lugar barato para ficar. Tínhamos a indicação de um camping dada por um casal que conhecemos enquanto esperávamos a barca. Estava cheio. Mas acabamos encontrando o Camping do Picão. Um de nós aproveitou para cometer a primeira gafe da viagem. Disse ao cara que nos recebeu: "O senhor é o Seu Picão?" A resposta foi educada: "Não, picão é uma planta, etcétera, etcétera." Não sei o que pensou . Talvez tenha sido: "Não, infelizmente eu não sou o Picão" ou "SIM!!! Sou o Picão, mas a moral e os bons costumes me impedem de falar sobre isso agora". Enfim, estávamos hospedados em Ilha Grande, ainda que em barracas. Na segunda foto aparece a Vila do Abraão - o ponto mais "urbanizado" da ilha, vista de cima.

No camping ficamos conhecendo a Rose, administradora severa, mas muito simpática. Nos meses em que não há muitos visitantes, coloca a sua barraca nas costas e dá uma volta completa em torno da ilha. Conhecemos também o Valter, irmão da Rose, calmo até não poder mais. Fazia ótimos mistos-quentes e sucos que eram o nosso café da manhã. Contava ótimas histórias do tempo em que morava no Rio. Quando tinha que resolver alguma coisa na vila, saía em sua Monark "barra circular". Em Ilha Grande não entram automóveis.

Na terceira foto aparece a parte de cima do aqueduto construído em 1896 para levar água ao Lazareto. Depois de atravessá-lo de um lado a outro, já indo embora, vi uma placa que dizia ser proibido fazer isso. Ainda bem que não vi antes. Pode-se ver do alto do aqueduto a beleza da mata atlântica e o Pico do Papagaio com seus 982 metros de altitude, nada mal para uma ilha.

Na quarta foto vemos a Praia de Fora do ponto de vista de quem está dentro do restaurante de uma mineira que se mudou há muito tempo para Ilha Grande. Só é possível chegar à Praia de Fora por trilha ou de barco. Na primeira vez que fomos lá chegamos por trilha e por acidente. Íamos a algum lugar que não me lembro mais, nos perdemos pelo meio do caminho, e quando a sede e o cansaço já incomodavam, achamos o restaurante. No caminho, perdidos, encontramos uma pequena praia, próxima a uma plantação de coqueiros. Essa praia é muito legal e por isso foi batizada pela Aninha como "Paraisinho". Desde então é lembrada como o "Paraisinho da Aninha".

Depois voltamos de barco ao Paraisinho e à Praia de Fora. Combinamos com o cara do barco para que ele nos buscasse no final da tarde. Felizmente ele se atrasou e quando foi nos pegar já era noite. Ganhamos um inesquecível passeio noturno de barco, com direito a uma passada no "Saco do Céu", já que o cara do barco estava sem graça por causa do atraso.

No restaurante da Praia de Fora tomamos muitas cervejas geladas e comemos muito bem. Porções de peixe, camarão, lula e não sei mais o que. O melhor é que uma das porções de peixe saiu de graça. Havia uma mesa com várias pessoas que, por terem bebido e comido fartamente, foram embora deixando pra trás uma porção de peixe frito praticamente intacta. Quando a moça que servia às mesas estava recolhendo as garrafas e vasilhas a Aninha não se fez de rogada e, apesar da timidez do resto do grupo, pediu a porção. A moça, diante do inusitado do pedido, deu a porção, que foi levada à nossa mesa como um troféu pela Aninha. E o peixe estava uma delícia.

Por fim, a única coisa ruim da viagem, que acabou ficando engraçada. Fazia um calor desgraçado dentro da barraca. Toda a água que eu bebia durante o dia era perdida durante a noite. Eu suava, suava e suava. Cheguei a ter uma quase alucinação. Numa das noites mais quentes, levantei meio dormindo e coloquei a cara pra fora pra respirar. A Mônica perguntou o que eu estava fazendo. "Tenho que sair, mas vou esperar esse pessoal que está passando aqui na frente acabar de passar", eu disse. Via uma longa fila de soldados, de capacete e tudo, é isso mesmo, passando na minha frente. Eles me impediam de sair. Quando voltei à lucidez, descobri que a fila de soldados era, na verdade, formada pelas nossas duas mochilas que estavam colocadas de pé na "varanda" da barraca.

Foi uma das viagens mais legais que já fiz e tenho certeza que todos os outros também pensam assim. E há outras histórias, como a do dia em que fomos a Dois Rios, onde ficam as ruínas do presídio. Foram horas e mais horas dentro de um dos rios que saem de dentro da mata e deságuam no mar. Depois eu conto.

 Escrito por guto às 19h27
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Quem despirocou?

Sérgio Rodrigues escreveu no nominimo: "A manchete da página 7 do caderno de Turismo da 'Folha de S. Paulo', edição de segunda-feira passada, é histórica: 'Cartão de crédito despiroca na capital'. Dividiu opiniões. Houve quem visse na coisa uma forma cândida, ainda que eloqüente, de dar o recado contido na reportagem: a capital no caso é Madri, onde, segundo a repórter, a oferta abundante de produtos de qualidade pode levar o turista a gastar demais e seu cartão de crédito, a perder o prumo do comedimento - numa palavra, despirocar. Mas houve também quem visse no tal título o sinal de que, se alguém despirocou nessa história, ou seja, descacetou, pirou de vez, não foi cartão de crédito nenhum. Foi o editor mesmo."

Pensei um pouco para chegar a uma conclusão. E não sei se cheguei. Vamos lá:

É verdade que a língua é viva e se transforma o tempo todo. Mas se não existir um certo cuidado com o que se escreve, daqui a pouco a coisa se complica. Mais cedo ou mais tarde a manchete de capa do jornal poderia ser "Dólar dispara e o Brasil se fode" ou "Bush decide enrabar a América Latina" e por aí vai...

Acho que o maior problema não é o palavrão em si. Neste caso, acho que a postura da impressa e da mídia de entrenimento é bastante pragmática. A medida do uso de palavrões é dada pelo público que se quer atingir. Os jornais, por exemplo, os evitam por causa daqueles aposentados de pijama que escrevem cartas para os jornais. Nas novelas são evitados porque as mães podem ficar sem graça ao ouvi-los na presença dos filhos (que normalmente conhecem palavrões muito mais cabulosos). Por outro lado, na MTV, o João Gordo fala rola, cu, buceta e não há nada demais nisso.

O problema está no cuidado que se deve ter com a língua quanto à sua função básica, isto é, a comunicação. Noto que as pessoas estão cada vez mais incompetentes neste aspecto. Não só as pessoas comuns em conversas cotidianas, mas também pessoas que escrevem ou falam profissionalmente. Já li matérias sobre crimes, por exemplo, incompreensíveis. Algo que seria aparentemente simples - bastaria descrever "quem, o que, quando, onde, como, porque ou para que" - transforma-se em um labirinto de informações que tem que ser reconstituído pelo leitor. No caso das conversas diárias, às vezes as pessoas brigam falando a mesma coisa porque não conseguem se entender. Falta vocabulário e domínio da sintaxe.

Por isso penso que é necessário um maior cuidado com a língua, principalmente no caso do que é escrito ou falado publicamente. Os palavrões não causariam conseqüências mais sérias. Normalmente o que foi palavrão um dia acaba mesmo se incorporando à língua comum. A única restrição que tenho ao uso mais freqüente do palavrão é a sua conseqüente banalização. Quando tiver buceta na manchete do jornal não vai ser tão bom encher a boca e falar "Essa buceta desse computador deu pau de novo!" Mas talvez nessa época o termo vagina já tenha caído em desuso e poderíamos então gritar de maneira bem chula "Essa vagina desse computador deu pênis outra vez!"

A questão é que a partir do momento em que os palavrões começassem a se incorporar à linguagem jornalística, ficaria difícil convencer alguém da necessidade de usar uma linguagem sintaticamente compreesível. Junto com os palavrões poderiam vir os "tipo assim", os "mó legal, kra" e por aí vai. Por esse motivo acho que os jornais e, principalmente, a televisão - nos programas jornalísticos - têm que ser responsáveis ao usarem a língua.

No final das contas, a decisão do editor de turismo da Folha de S. Paulo seria apenas uma tentativa equivocada de ser irreverente. De mais a mais, de que adianta fazer um título "irreverente" em um caderno de turismo que não é mais que uma vitrine das agências de viagem e das companhias aéreas?

 Escrito por guto às 16h49
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Qualificação?

Agora tenho marcado o dia em que o meu pescoço será cortado. Recebi um e-mail curto e grosso onde li que se não fizer a minha qualificação até o dia 12 de março estarei automaticamente reprovado no doutorado. Ou seja, tenho aproximadamente 50 dias para escrever um ensaio teórico de umas 50 páginas definindo o que será a minha tese e demonstrando que tenho condições de apresentá-la dentro do prazo. O meu orientador está na Índia e disse que está rezando aos milhares de deuses hindus que encontrou lá para que eu consiga me livrar da guilhotina. E parece que esses deuses de lá são bons de serviço. Não é que o e-mail ameaçador me encheu de ânimo e vontade de escrever o tal ensaio? Senti até mesmo um alívio. Já estava meio de saco cheio da deriva mental em que me encontro desde o dia 23 de dezembro. O fato é que se recebesse essa notícia em outra época, lá pelo meio de 2003, por exemplo, acho que meu primeiro impulso seria desistir do doutorado. Diria "Ah, vou aproveitar e largar essa bosta mesmo". Talvez acabasse escrevendo, mas com muito sofrimento e angústia. No entanto, estou mais ajustado quimicamente atualmente e fiquei feliz por ter essa empreitada pela frente. E espero que os deuses hindus não me abandonem!

 Escrito por guto às 04h33
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O martelo
...
Sei que amanhã quando acordar
Ouvirei o martelo do ferreiro
Bater corajoso o seu cântico de certezas.


Manuel Bandeira

 Escrito por guto às 02h53
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A revolução dos tubos catódicos

"Abra bem os braços num gesto expansivo pra abarcar toda a evolução, desde a sua origem na ponta dos dedos esquerdos até os dias de hoje na ponta dos dedos direitos. Em toda a extensão que passa pela sua linha mediana e segue até bem depois do ombro direito, a vida consiste apenas em bactérias. A vida multicelular e invertebrada floresce em algum lugar perto do cotovelo direito. Os dinossauros se originam no meio da sua palma direita, e são extintos per em um labirinto de informações que tem que ser reconstituído pelo leitor. No caso das conversas diárias, às vezes as pessoas brigam falando a mesma coisa porque não conseguem se entender. Falta vocabulário e domínio da sintaxe.

Por isso penso que é necessário um maior cuidado com a língua, principalmente no caso do que é escrito ou falado publicamente. Os palavrões não causariam conseqüências mais sérias. Normalmente o que foi palavrão um dia acaba mesmo se incorporando à língua comum. A única restrição que tenho ao uso mais freqüente do palavrão é a sua conseqüente banalização. Quando to do nó de seu último dedo. Toda a história do homo sapiens e do nosso predecessor Homo erectus está contida na espessura de um corte de unha. Quanto à história registrada; quanto aos sumerianos, aos babilônios, aos patriarcas judaicos, às dinastias dos faraós, às legiões de Roma, aos padres da Igreja cristã, às leis dos medas e persas que nunca mudam; quanto a Tróia e aos gregos, a Helena e Aquiles e Agamenon mortos; quanto a Napoleão e Hitler, quanto aos Beatles e a Bill Clinton, eles e todos os demais que os conheceram são soprados junto com a poeira gerada por um leve raspar de uma lixa de unha."
Dawkins, Richard. Desvendando o arco-íris. São Paulo: Cia das Letras, 2000.

Mas o que importa é que: O Risco-país está em quatrocentos pontos e isso pode ser efeito de uma bolha de liquidez no mercado financeiro internacional. José Dirceu acertou com Michel Temer que os ministérios do PMDB serão verticalizados (isto significa que vão indicar do ministro à faxineira). A Suprema Corte americana autorizou o governo a manter sigilo sobre os presos por terrorismo. Os americanos continuarão a tocar piano nos aeroportos brasileiros, mas no Rio são compensados com flores e mimos. As meninas da dupla t. A. t U. disseram que se cansaram de brincar de lésbicas e que têm namorado! Quem diria... Marlene Matos largou a Xuxa de vez e foi para a Bandeirantes ganhar um salário de duzentos e cinqüenta mil reais.

Notícias são notícias, mas quando aparecem chapadas, sem o menor distanciamento crítico, acabam provocando confusão. A realidade se confunde com o que é noticiado. A sensação é a de que o mundo é uma merda e ponto final. Que o fim se aproxima rapidamente. Que o humano se foi. Lemos em letras garrafais que o risco-país é de 400 pontos e que o mercado quer isso ou aquilo. Não seria bom perguntar de vez em quando: "E daí?" "O que nós que habitamos um grão de farelo de unha temos com isso?" Crise de valores? É pouco. Há uma crise de definição de realidade. A mal chamada "mídia" nos entope de baboseiras e perdemos o sentido do que é o real. Deixamos de ser simples animais humanos e nos tornamos um fluxo esquizofrênico de imagens caóticas. Espécies de tubos catódicos descontrolados. Esquecemos que viver não tem que ser muito mais do que respirar. Enfim, vou parar antes que alguém comece a procurar o telefone do meu psiquiatra.

 Escrito por guto às 16h41
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O Balconista

Na terça, dia 13 de janeiro, o canal 64 da NET vai passar o filme "O balconista" (Clerks) de Kevin Smith. Quem não viu tem que ver. Quem viu vai querer ver mais uma vez. O filme é ótimo!!!!!






 Escrito por guto às 05h04
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Domingo é sinônimo de preguiça

Meu dia hoje foi de uma preguiça infinita e feliz. Nem pensar eu consegui. Fui o animal que sempre deveria ser. Só metabolismo e mais nada. "Pensamentos" só os que entraram em minha cabeça pela tevê. Só merda! Existe algum ser mais desprezível neste planeta que o Caio Blinder? Acho que não... Para mostrar que tudo é nada deixo uma foto que pra mim é tudo. Uma paisagem que só o interior nos oferece:




 Escrito por guto às 04h44
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Voltamos!


Depois de doze dias fora de Belo Horizonte e da internet, estamos de volta. Foram mais de dois mil quilômetros de estradas boas, ruins, péssimas, esburacadas, de terra, etcétera. E o intrépido uninho fire se comportou muitíssimo bem. No dia 25 saímos de BH e fomos direto para São Thomé das Letras. A partir de São Thomé conhecemos algumas cidades próximas: Três Corações, São Bento do Abade, Luminárias, Cambuquira, Lambari, Baependi, Caxambu, Aiuruoca. Em vez de voltar pelo mesmo caminho por onde fomos (BR 381), decidimos passar em Ponte Nova para visitar os meus pais. Passamos por Lavras, Itutinga, Nazareno, São João Del Rei, Tiradentes, Barbacena, Barroso, Tocantins, Ubá, Visco a chegada da pinga não pedida, ele dizia: "Vai lá na porta do banheiro levando a pinga pra mim". E lá ele bebia a cachaça escondido do irmão. A pinga era a excelente "Tira Mágoa", fabricada no Sítio do Bálsamo, em Jequeri, uma improvável cidade da zona da mata mineira.

Havia também, em Belo Horizonte, o Pizza Palace. O nome nada convidativo escondia o garçom Marcos e suas doses triplas de Domeq que me faziam voltar pra casa com uma certa dificuldade. Depois o bar do Milton, que cozinhava super bem, mas apenas quando estava com vontade. Sempre tomava umas cervejas lá e ainda levava mais duas para tomar em casa. No outro dia voltava para devolver os cascos e... No bar do Milton tive a honra de ver a minha caricatura colada na parede junto com a de outros freqüentadores assíduos.

São muitos bares, não vou falar de todos aqui. A verdade é que hoje já não os freqüento como antigamente. O preferido hoje é o Cozinha de Minas, onde se pode ouvir um chorinho tocado ao vivo e da melhor qualidade. A comida é deliciosa, a cerveja gelada e tem também um "Hi-Fi" com suco de laranja que é o fraco da Mônica. As mesas são de madeira e as cadeiras são do tipo Thonet, o que acrescenta um charme a mais ao interessante lugar.

Enfim, os bares de São Thomé e o tempo mais vagaroso das cidades pequenas e das férias me fizeram lembrar dessas igrejas profanas perfeitas que são os bares. Vamos tomar uma cervejinha?


 Escrito por guto às 14h10
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Homenagem ao discreto e valente uninho que nos leva por aí


Antes de tudo é preciso prestar uma homenagem ao valente UNINHO FIRE. Sem ele a viagem não teria sido como foi. Com toda a sua modéstia e discrição soube enfrentar os piores obstáculos sem titubear. Estradas esburacadas, estradas de terra, chuvas... A foto em que ele aparece foi feita na pequena e sinde do Rio Branco, Viçosa. Ficamos do dia 3 ao dia 7 em Ponte Nova. No dia 6 fomos a Ubá visitar o meu irmão. No dia 7 voltamos para Belo Horizonte passando por Mariana, Ouro Preto, Cachoeira do Campo e Itabirito. Não entramos em todas essas cidades, é claro. Mas passamos por aquelas periferias feias que ficam à beira da estrada. Enfim, a viagem foi muito legal. Descançamos. Cheguei a sentir um certo estranhamento ao ligar o computador ontem. São Thomé é uma cidade especial. Acolhedora e fria (no bom sentido). Fica a mais de 1400 metros de altitude. É umas das mais altas do Brasil. A virada do ano foi ótima. Passamos junto com centenas de pessoas que não conhecíamos, mas que pareciam ter muito a ver com a gente. Fomos a uma pedra na parte mais alta da cidade, onde as pessoas se reuniram para ver os fogos. Depois fomos para a praça principal assistir à apresentação de uma banda chamada "Astral Místico". Nos decepcionamos com o seu ecletismo esquizofrênico. Foram capazes de tocar "Tô nem aí" depois de "Smells like teen spirit". Conhecemos pessoas muito legais e interessantes. O seu Ivor, a Uriale, a Tiana, a Lourdinha e um matuto de quem não sei o nome, mas que nos proporcionou um bom papo no caminho de São Bento a Luminárias. No mapa que aparece aí embaixo circulei Belo Horizonte e São Thomé em vermelho e tracei o caminho que percorremos em rosa. Aos poucos vou escrevendo sobre a viagem.



 Escrito por guto às 12h14
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Férias!!! Férias!!! Férias!!!!! (agora sim, finalmente)

O casal cronópio disse que viajaria no dia 23. Mudou a viagem para o dia 24 e só agora, dia 25 às três da tarde, é que vai pegar a estrada pra valer. A cada adiamento da viagem corresponde um dia de acréscimo na estadia, é bom que se diga. A verdade é que havia muitos problema a serem resolvidos. Materiais e mentais. Mais mentais do que materiais. Há coisas que para as pessoas normais são tão fáceis, mas que para este casal são dificílimas. Como comprar algumas camisetas, por exemplo. É necessária uma longa preparação psicológica para que a tarefa possa ser realizada. Daí o atraso. Deixamos, então, para o nosso deleite, e talvez de alguns leitores, um texto do Julio Cortázar sobre as viagens dos famas, dos cronópios e das esperanças. Até o ano que vem!!!!


Viagens

Quando os famas saem em viagem, seus costumes ao pernoitarem numa cidade são os seguintes: um fama vai ao hotel e indaga cautelosamente os preços, a qualidade dos lençóis e a cor dos tapetes. O segundo se dirige à delegacia e lavra uma ata declarando os móveis e imóveis dos três, assim como o inventário do conteúdo de suas malas. O terceiro fama vai ao hospital e copia as listas dos médicos de plantão e suas especializações.

...

Quando os cronópios saem em viagem, encontram os hotéis cheios, os trens já partiram, chove a cântaros e os táxis não querem levá-los ou lhes cobram preços altíssimos. Os cronópios não desanimam porque acreditam piamente que essas coisas acontecem a todo o mundo, e na hora de dormir dizem uns aos outros: "Que bela cidade, que belíssima cidade". E sonham a noite toda que na cidade há grandes festas e que eles foram convidados. E no dia seguinte levantam-se contentíssimos e é assim que os cronópios viajam.

As esperanças, sedentárias, deixam-se viajar pelas coisas e pelos homens e são como as estátuas que é preciso ir ver por que elas não vêm até nós.


 Escrito por guto às 14h35
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Férias!!!! Férias!!!! Férias!!!!!!!!!!


Este blog e o Atos Falhos vão entrar em férias a partir de hoje. Voltam no dia quatro ou cinco de janeiro. Se encontrarmos algum computador conectado, mesmo que seja movido a lenha, damos uma olhada nas visitas e comentários. Vamos para São Tomé das Letras, no sul de Minas. E devemos andar por toda a região, que parece ter coisas muito interessantes de se ver. Eu, a Mônica, nosso intrépido uninho fire e nossa câmera digital. Ótimo fim de ano e muita felicidade pra todo mundo em 2004!



 Escrito por guto às 23h29
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perfil
guto desembarcou neste planeta em 1970, é juntado com mônica , é sociólogo, mora em belo horizonte e gosta de ficar "sentado na calçada conversando sobre isso e aquilo, coisas que nóis não entende nada".

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pode causar náuseas, vertigens e tonteiras em pessoas que têm preguiça de ler. mas essas podem ver as figuras e ler os títulos.

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